10 Exemplos de Aliteração – Figuras de Linguagem
A aliteração é uma figura de linguagem marcada pela repetição de fonemas consonantais nas palavras de um enunciado. Como exemplo de aliteração muito conhecido, temos o provérbio popular: O rato roeu a roupa do rei de Roma. Confira mais exemplos de aliteração e saiba mais sobre o recurso linguístico que dá mais expressividade ao texto.
O que é aliteração?
A aliteração é uma figura de linguagem, mais especificamente uma figura de som ou de harmonia, que consiste na repetição de fonemas consonantais em palavras de um enunciado.
É um recurso linguístico muito utilizado em diversos tipos de texto, mas, principalmente, em poemas, letras de músicas para dar mais expressividade ao texto, pois cria um efeito sonoro agradável, marca o ritmo e pode, ainda, reproduzir o som semelhante das palavras faladas, como no exemplo abaixo:
“Caça a coceira/Coça, coça.” (Marília Cardoso)
No verso de Marília Cardoso, a aliteração sugere o som de coçar.
Como a aliteração é a repetição de um fonema, ou seja, de um som consonantal, vemos exemplos como esse:
“Toda gente homenageia Januária na janela.” (Chico Buarque)
Neste caso, as letras “g” e “j” apresentam o mesmo som nas palavras do enunciado.
A palavra aliteração tem sua origem na palavra em latim alliteratio que, por sua vez, deriva de littera, que significa letra.
Aliteração e assonância
Muitos confundem a aliteração com a assonância. Os dois recursos linguísticos são, igualmente, figuras de som, mas enquanto a aliteração consiste na repetição de fonemas consonantais, a assonância consiste na repetição de fonemas vocálicos, ou seja, a repetição de vogais em palavras do mesmo enunciado.
Essa repetição dos mesmos fonemas geralmente ficam no início ou no meio da palavra, trazendo plasticidade ao texto, dando uma identidade única à obra.
Exemplos de aliteração
Confira os exemplos de aliteração:
1. “O sabiá não sabia que o sábio sabia que o sabiá não sabia assobiar.”
No provérbio popular, ocorre a repetição da consoante “s”.
2. “A brisa do Brasil beija a balança.” (Castro Alves)
No verso de Castro Alves, em Navio Negreiro, ocorre a repetição da consoante “b”.
3. “Leva-lhe o vento a voz, que ao vento deita.” (Luís de Camões)
No verso de Luís de Camões, ocorre a repetição da consoante “v”.
4. “O sabiá não sabia que o sábio sabia que o sabiá não sabia assobiar.”
No provérbio popular, ocorre a repetição da consoante “s”.
5. “Chove chuva, chove sem parar.” (Jorge Ben Jor)
No verso de Jorge Ben Jor, a repetição das consoantes “ch” sugerem o som da chuva.
6. “Quem com ferro fere com ferro será ferido.”
Provérbio popular com a aliteração por meio da repetição do fonema /f/.
7. “Meu monólogo mostra mentiras, mazelas, misérias, massacres, miscigenação, morticínio – maior maldade mundial. Ela ocorre logo após a abertura: Mundo moderno, marco malévolo, mesclando mentiras […]. E tem esta conclusão: Merecemos. Maldito mundo moderno, mundinho.” (Chico Buarque, em Mundo Moderno)
No texto Mundo Moderno, de Chico Buarque, ocorre a repetição da consoante “m”.
8. “Fogem fluidas, fluindo à fina flor dos fenos…” (Eugênio de Castro)
No verso de Eugênio de Castro, ocorre a repetição do fonema /f/ e do som produzido pelo encontro consonantal das letras “f” e “l”.
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